Fani e Carlos Bracher no Monumento a Sibelius, Helsinque, 1969




Fani Bracher arredores de Granada, 1970




Fani nasceu no dia 11 de junho de 1947 em Coronel Pacheco, distrito de Juiz de Fora - MG, numa Fazenda Experimental. Filha do botânico entomologista Vasco Gomes e Marina de Castro Gomes.

Vive sua infância na vizinha cidade de Piau, terra dos avós maternos e cresceu cercada por rios, ipês e flamboyants floridos, chuvas de granizo, procissões e pelo silêncio das noites, que certamente refletirão mais tarde na sua obra.

Faz o curso primário na Escola Rural 31 de Maio, e conclui na Escola Professor Renato Eloy de Andrade, em Coronel Pacheco, o ginasial no Colégio Nossa Senhora do Carmo, o científico no Colégio Santa Catarina e formou-se em jornalismo na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Ao lado da família Bracher, em 1965, funda a Galeria Celina, espaço cultural e artístico de Juiz de Fora e no ano de 1967 pinta seus três primeiros quadros.

Casa-se em 1968, com Carlos Bracher e juntos viajam para a Europa, onde viveram por dois anos. Em Portugal, terra de seus avós paternos, Fani fez curso de História da Arte com o crítico Mário Gonçalves e José Augusto França. Freqüentou o atelier do pintor Almada Negreiros e, na cidade do Porto, conheceu a obra de Amadeu de Souza Cardoso.

Em Monsaraz, impressiona-se pela vegetação local, velhas e sofridas oliveiras, que serão presença na sua produção futura. Seguem-se estudos pelos museus da Dinamarca, Suécia, Finlândia, Rússia, Alemanha, Holanda, Bélgica e Inglaterra. 

Mora em Paris de 1969 a 1970 onde deslumbra-se com os pintores do Quatroccento (Giotto, Piero della Francescae, Masaccio) e conhece Vieira da Silva na retrospectiva de pintura do Musée d'Art Moderne. 

Freqüenta o "Centro de Artes para Estudantes e Artistas Americanos", através do qual fez viagem de estudos a museus e galerias de New York e Washington.

Na Espanha, descobre El Greco em Toledo, Bosch e Goya em Madrid, Gaudi em Barcelona.

De volta ao Brasil, estabeleceu residência em Ouro Preto e em 1972 nasce sua filha Blima. 

Em 1973 incentivada por Carlos Bracher e Lilli Correia de Araújo, Fani dedica-se à pintura. 

Em 1976 nasce a filha Larissa e em 1977 realiza sua primeira exposição individual no Centro de Vivência da Universidade Federal de Viçosa - MG. 

Seguem-se inúmeras exposições individuais e coletivas até os dias de hoje. Em 2000 junto com Carlos Bracher, produz o monumento de azulejos homegeando a comunidade dos Arturos.

Produziu, junto com Carlos Bracher, em Contagem, no ano de 2000, um monumento de azulejos em praça pública que homenageia a comunidade negra dos Arturos.

Fani Bracher com a boneca Ritinha, na Fazenda Experimental, Coronel Pacheco






Fani Bracher na Galeria de Arte Celina, Juiz de Fora, 1966






Fani Bracher na Arena romana, sul da Espanha, 1970






Fani Bracher, as arvores podadas em Jabekke,  Bélgica, 1969